
Não importa o quanto veja, não o achará, mas pode ter certeza que lá ele está. Suave como a primavera é o silêncio que o cerca, o puro silêncio, talvez isso o mate, mas quem sabe não seja isso que o mantenha vivo? Seu olhar é tão sutil quanto o silêncio que o rodeia, seus olhos cinzentos distantes, dão a sensação de final de outono. Seus passos firmes e silenciosos, nem sempre para frente, mas seguros como de quem conhece muitos verões. E o ultimo silêncio é o maior de todos os invernos! Um silêncio que possivelmente nunca seria escutado, mais profundo que todas as profundezas do oceano. Era o silêncio impiedoso – da vida – do homem que espera a morte.

