sábado, 9 de outubro de 2010

Dez do dez. Madrugada. Domingo.
O perfil da cidade da perdição.
Algum fanfarrão idealizou
essa lorota de que há amor no mundo.
E por preguiça ou por tédio,
todos caíram e assim viveram:
esperando encontros, temendo rupturas
e cantando canções de amor.
Mas a outros foi revelada a verdade
e sobre estes recairá o silêncio…
Eu tropecei nela casualmente e, desde então,
sinto-me como se estivesse doente.

uma adaptação de Anna Akhmatova, que sempre viveu a verdade do ser.



Angst (Ansiedade), de Edvard Munch (1863-1944)

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