
São tantas divindades, são tantas crenças.
Tantos caminhos, tão labirínticos,
Mas só a arte de ser afável,
É que nos falta.
Eu sou a voz dos que não têm voz;
Por mim os mudos hão de falar;
Até o mundo tão surdo, ouvir
O berro dos fracos, dos sem lugar.
Das ruas, dos palcos, da TV,
Das selvas e senzalas, os gemidos
Vindos dos meus irmãos revelam o crime
Dos poderosos contra os abandonados
É o amor, a pura crença,
E a mais sublime lei;
E que toque do tempo fará morrer
Tudo o que se criar no desamor.
Que se envergonhem as mães mortais
Que jamais pensaram em instruir
A tristeza que há nos olhos cegos,
A tristeza que não pode faltar.
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